Apresentamos aqui números e dados percentuais referentes às entradas de imigrantes no território espírito-santense de acordo com a contagem de indivíduos que se encontram indexados na base de dados do Projeto Imigrantes Espírito Santo.

Todos os números a seguir referem-se às entradas verificadas na base de dados até 19 de julho de 2007. Diariamente são inseridas novas informações que podem modificar os quantitativos. Para os números percentuais, ao contrário, as modificações não são muito substanciais, podendo haver pequenas variações, que no conjunto, não altera a classificação de cada item apresentado. De qualquer forma, todos os dados serão verificados em uma próxima atualização.

Ordem

Países
de origem

Total de Entradas computadas.
1812 a 1900

Entradas computadas
a partir de Jan. de 1901

Entradas computadas
Séculos
XIX e XX

Total de
registros na base de dados

1

Itália

32.900

121

33.021

37.971

2

Alemanha

3.933

79

4.012

4.012

3

Espanha

2.620

2

2.622

2.688

4

Portugal

1.748

1

1.749

1.749

5

Polônia

686

700

1.386

1.386

6

San Marino

390

 

390

390

7

Holanda

323

1

324

324

8

Suíça

282

 

282

282

9

Áustria

217

13

230

230

10

França

152

 

152

176

11

EUA

167

 

167

167

12

Bélgica

140

 

140

140

13

Rússia

104

 

104

104

14

Luxemburgo

97

 

97

97

15

Ucrânia

70

 

70

70

16

China

66

 

66

66

17

Israel

0

 

0

11

18

Inglaterra

9

 

9

9

19

Venezuela

8

 

8

8

20

Argentina

7

 

7

7

21

Argélia

2

 

2

5

22

Turquia

0

 

0

3

23

Grécia

2

7

9

9

24

Marrocos

2

 

2

2

25

Líbano

 

2

2

2

26

Chile

1

 

1

1

27

Hungria

1

 

1

1

28

Romênia

1

 

1

1

29

Síria

 

1

1

1

30

Suécia

1

 

1

1

 

TOTAL

43.929

927

44.856

49.900

Quadro 1 - Imigrantes constantes na base de dados do Projeto Imigrantes Espírito Santo por nação de origem.

Obs.: Entre os italianos também estão disponíveis para consulta 3.289 indivíduos que foram registrados nas listas de embarque dos navios em Gênova, mas que no último momento não embarcaram no navio indicado. Possivelmente seguiram para outro destino.

Consta ainda referência de 6 (seis) crianças nascidas a bordo, sendo: 1 de pais alemães, 2 de italianos, 2 de portugueses e 1 de espanhóis.

Estão disponíveis ainda informações de outros 1.768 imigrantes: 1.661 italianos, 66 espanhóis, 24 franceses, 11 israelenses, 3 argelinos e 3 turcos que seguiram diretamente para outros Estados do Brasil. É válido ressaltar que muitas embarcações repletas de imigrantes faziam escala no porto de Vitória antes de seguir para o Rio de Janeiro, apenas para embarque de novos passageiros ou desembarque de uma parte dos viajantes. Os dados daqueles imigrantes não se encontram catalogados.

Os dados dos imigrantes que seguiram para outras regiões não estão contemplados nos gráficos a seguir, que levam em consideração apenas aqueles que desembarcaram nos portos do Espírito Santo, conforme a primeira coluna (Total de Entradas Computadas de 1812 a 1900)

Na medida em que novos dados são localizados, outros indivíduos poderão ser adicionados ou excluídos, de acordo com o cruzamento das informações. Sendo assim, os números não são definitivos, podendo ser aumentados ou diminuídos.

A tendência maior é o continuo aumento dos indivíduos, pois um percentual considerável de famílias, que ora não podemos precisar, entraram no Espírito Santo e não se encontram registradas nos documentos públicos; ou as informações se perderam ou ainda não foram localizadas. Certamente, com a disponibilização dos dados via Web a possibilidade de acertos e novas inserções, mediante fornecimento de documentos pelos familiares, serão crescentes e vão complementar muitos dos itens faltantes. O intercâmbio de dados é um dos pilares deste projeto.

Os registros referentes ao Século XX estão ainda em fase de organização e indexação. Nessa etapa se verifica a quase totalidade dos imigrantes do Líbano e da Síria que na época da imigração eram súditos do Império Otomano. Também constam referências de imigrantes de outras nacionalidades, dos quais estamos extraindo informações dos prontuários de identificação de estrangeiros. Um grupo de 700 poloneses que chegou ao Estado entre 1929 e 1931, por sua vez, encontram-se indexados, pois foram localizados nas listas de entradas de navios no porto do Rio de Janeiro.

 

Gráfico 1: Número de imigrantes de acordo com o país de origem (Século XIX - 1812 a 1900).

 

Gráfico 2: Percentual de entradas de imigrantes italianos em proporção ao número de indivíduos de outras nacionalidades durante o Século XIX.

Como podemos observar, os italianos respondem por 75% do número de indivíduos. Ou seja, de cada quatro imigrantes entrados no Espírito Santo durante o Século XIX, três eram procedentes da península itálica. Destes, a esmagadora maioria partiu das províncias das regiões ao norte daquele país, como veremos nos gráficos a seguir.

Italianos – dados de origem


Gráfico 3: Percentual de imigrantes italianos de acordo com a Região (Estado) de origem.

 

Ordem

Região

Número de imigrantes

1

Vêneto

8.671

2

Lombardia

4.392

3

Trentino-Alto Adige

3.043

4

Emilia-Romagna

2.282

5

Piemonte

1.195

6

Friuli-Venezia Giulia

854

7

Marche

503

8

Abruzzo

484

9

Toscana

236

10

Campania

138

11

Sicilia

58

12

Liguria

53

13

Umbria

52

14

Basilicata

50

15

Calabria

41

16

Puglia

36

17

Lazio

26

18

Sardegna

6

19

Valle d'Aosta

3

TOTAL

22.123

Não consta a região

10.777

 

Gráfico 4: Imigrantes procedentes da Região do Vêneto de acordo com a província de origem.

Ordem

Província

Número de Imigrantes

1

Treviso

2.615

2

Verona

2.325

3

Vicenza

1.060

4

Pádova

807

5

Venezia

667

6

Belluno

621

7

Rovigo

282

TOTAL

8.377

Não consta a província

294

 

Gráfico 5: Imigrantes procedentes da Região da Lombardia de acordo com a província de origem.

 

Ordem

Província

Número de Imigrantes

1

Mântova

1.033

2

Cremona

862

3

Bergamo

840

4

Brescia

509

5

Pavia

507

6

Milano

193

7

Lecco

151

8

Como

90

9

Lodi

27

10

Varese

3

TOTAL

4215

Não consta a província

177

 

De um total de 3.043 imigrantes procedentes da Região do Trentino-Alto Adige, 2.801 são da Província de Trento (96,2%), oriundos de 132 diferentes comunas. Outros 31 indivíduos são da Província de Bolzano (3,8%). De outros 211 não se conhece a província de origem.

Em seguida a relação de dez comunas da Província de Trento que mais contribuíram numericamente para o fornecimento de imigrantes.

 

Ordem

Comunas do Trento

Número de Imigrantes

Percentual

1

Levico (e frações)

393

17,40%

2

Novaledo

266

11,78%

3

Roncegno

164

7,26%

4

Caldonazzo

147

6,51%

5

Mattarello

116

5,13%

6

Canal San Bovo

108

4,78%

7

Barco

78

3,45%

8

Castelnuovo

60

2,65%

9

Calliano

44

1,95%

10

Lasino

38

1,68%

Outras 114 comunas

851

37,69%

Não consta comuna

543

 

Com relação aos italianos oriundos da Região da Emilia-Romagna os números são os seguintes, de acordo com as províncias de origem:

Ordem

Província

Número de Imigrantes

Percentual

1

Bologna

540

24,10%

2

Módena

434

19,36%

3

Parma

394

17,58%

4

Ferrara

274

12,22%

5

Rimini

156

6,96%

6

Forlì-Cesena

152

6,78%

7

Ravenna

137

6,11%

8

Reggio nell'Emilia

131

5,84%

9

Piacenza

23

1,03%

TOTAL

2.241

Não consta a província

41

 

Trento é a província italiana que mais contribuiu numericamente no total de imigrantes, seguida por Treviso, Verona e Vicenza, da região do Vêneto, e Mântova, da Lombardia.

A seguir as primeiras vinte províncias italianas por ordem numérica de imigrantes:

 

Ordem

Província

Região

Número de Imigrantes

1

Trento

Trentino-Alto Adige

2.801

2

Treviso

Vêneto

2.615

3

Verona

Vêneto

2.325

4

Vicenza

Vêneto

1.060

5

Mântova

Lombardia

1.033

6

Cremona

Lombardia

862

7

Bérgamo

Lombardia

840

8

Pádova

Vêneto

807

9

Venezia

Vêneto

667

10

Belluno

Vêneto

621

11

Bologna

Emilia-Romagna

540

12

Brescia

Lombardia

509

13

Pavia

Lombardia

507

14

Alessandria

Piemonte

479

15

Pordenone

Friuli-Venezia Giulia

441

16

Módena

Emilia-Romagna

434

17

Parma

Emilia-Romagna

394

18

Údine

Friuli-Venezia Giulia

367

19

L'Áquila

Abruzzo

365

20

Rovigo

Vêneto

282

 

De Levico e conjunto com suas frações, na Província de Trento, partiram 393 imigrantes. De Ovíndoli, L’Áquila, foram contratados 305 operários para trabalhar na construção da Estrada de Ferro Sul Espírito Santo, em fevereiro de 1896, durante o governo de Moniz Freire. De Lonigo, Província de Vicenza, entraram 283 imigrantes.

A seguir, as vinte comunas italianas, de um total de 1.338 contempladas na base de dados, que mais contribuíram para o fornecimento de imigrantes para o Espírito Santo.

 

Ordem

Comuna

Província

Número de Imigrantes

1

Levico

Trento

393

2

Ovindoli

Áquila

305

3

Lonigo

Vicenza

283

4

Novaledo

Trento

266

5

Isola della Scala

Verona

256

6

Cordignano

Treviso

238

7

Vittorio Vêneto

Treviso

228

8

Sannazaro de' Burgondi

Pavia

210

9

Roncegno

Trento

164

10

Cappella Maggiore

Treviso

149

11

Caldonazzo

Trento

147

12

Polcenigo

Pordenone

137

13

Cerea

Verona

129

14

Sarmede

Treviso

128

15

Forlì

Forlì-Cesena

125

16

Soave

Verona

125

17

Mattarello

Trento

116

18

Vigasio

Verona

115

19

Asigliano Vercellese

Vercelli

113

20

Budrio

Bologna

109

 

Portos de embarque e navios dos imigrantes italianos

O embarque da grande maioria dos italianos se dava no porto de Gênova, no mar Mediterrâneo, com 94,81% do total de passageiros. Em seguida vem Havre, na França, com 4,51%. Um grupo de 223 italianos foi recambiado de Buenos Ayres, na Argentina. Do porto de Nápoles vieram 148 passageiros. Em Marselha, na França, foram embarcados 122 italianos. De 2.933 indivíduos não se tem informações sobre o porto de embarque.


O Ádria é o navio que mais contribuiu para o transporte de imigrantes italianos. Também é a embarcação que transportou o maior número de passageiros em uma única viagem: 1.530, em 27 de dezembro de 1888, logo após a Abolição da Escravatura. Em segundo lugar vem o Matteo Bruzzo que trouxe 1.494 imigrantes em 6 de dezembro de 1894. O Mayrink, que fazia o percurso entre os portos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, foi a embarcação costeira que mais transportou italianos: foram 1.330 passageiros em 58 viagens. Ao todo, foram 61 embarcações que transportaram os 33 mil italianos para o território capixaba.


A seguir estão listados os navios que mais contribuíram no transporte de passageiros italianos para os portos do Espírito Santo. Estão contempladas as embarcações que entraram diretamente na Província/Estado vindos diretamente de portos estrangeiros, bem como aqueles que traziam imigrantes do porto do Rio de Janeiro, onde milhares de famílias faziam escala antes de serem distribuídas para outras regiões do Brasil como destino final.

 

Ordem

Navios

Número de
Viagens

Porto de partida

Número de Imigrantes

Percentual

1

Ádria

5

Gênova

4.136

13,15%

2

Las Palmas

7(+1)

Gênova / RJ

3.249

10,33%

3

Matteo Bruzzo

4

Gênova

2.992

9,51%

4

Rosário

12(+3)

Gênova / RJ

1.945

6,18%

5

Clementina

3

Gênova

1.925

6,12%

6

Birmânia

1

Gênova

1.364

4,33%

7

Mayrink

58

Rio de Janeiro

1.330

4,23%

8

Rio de Janeiro

12

Gênova

1.166

3,7%

9

Werneck

2

Rio de Janeiro

1.029

3,27%

10

Isabella

4

Gênova

909

2,89%

11

Itália

1

Gênova

894

2,84%

12

Presidente

10

Rio de Janeiro

867

2,75%

13

Napoli

3

Gênova

851

2,7%

14

Brazil

16

Rio de Janeiro

636

2,02%

15

Cervantes

1

Rio de Janeiro

578

1,83%

16

Città di Gênova

12

Gênova

543

1,72%

17

Mario

1

Gênova

529

1,68%

 

Outros 43 navios

(diversas)

6.415

20,4%

 

Sem Referência

1.543

 

Obs.: Do Rio de Janeiro o navio Las Palmas trouxe 19 imigrantes em uma viagem e o Rosário trouxe 223 passageiros em três viagens.

Vieram diretamente da Europa para o Espírito Santo, 21.596 imigrantes. De Buenos Ayres entraram 223 passageiros. Fizeram escala no Rio de Janeiro 9.694 italianos antes de entrar nos portos capixabas. Da Bahia chegaram três indivíduos. De 236 imigrantes não se tem informações do porto de origem.


Gráfico 6: Procedência dos italianos antes de chegar ao Espírito Santo em porcentagem.

Alemães – dados de origem

Depois da Itália, a Alemanha foi o país que mais contribuiu para o fornecimento de imigrantes para o Espírito Santo. A então Província da Pomerânia contribuiu com 63% do total de colonos. Da parte oriental daquela província, das cidades de Belgard, Greifenberg, Kolberg, Kowak, Labes, Regenwald e arredores - que desde o fim da Segunda Guerra está sob o domínio da Polônia - é oriunda a grande maioria dos colonos pomeranos. Em seguida vêm os renanos, com destaque para os imigrantes das montanhas do Hünsruck, no vale do Reno, os primeiros alemães a chegar ao Espírito Santo em 1846.

 

Gráfico 7: Regiões de proveniência dos imigrantes oriundos da Alemanha.

Obs.: o termo Prússia pode designar imigrantes de várias regiões. Não estão incluídos aqui os imigrantes da Prússia Ocidental, que foram classificados como oriundos da Polônia, mas que na época da imigração estava sob o domínio do Império Prussiano.

 

Ordem

Região (Estado) de Origem

Número de Imigrantes

1

Pomerânia

2.224

2

Renânia

247

3

Hesse

240

4

Prússia

226

5

Saxônia

194

6

Westphalia

96

7

Baden

67

8

Brandenburg

53

9

Baviera

40

10

Nassau

24

11

Schleswig-Holstein

24

12

Mecklemburg

12

13

Bohemia

9

14

Silésia

9

15

Oldemburgo

7

16

Alsacia

4

17

Hanover

4

18

Hamburgo

1

19

Turíngia

1

TOTAL

3.482

Não consta a Região

451

 

Portos de embarque e navios dos imigrantes alemães

A grande maioria dos alemães (82,3%) embarcou no porto de Hamburgo, ao norte do país. No porto de Antuérpia, na Bélgica, embarcaram 14,3% do total. Em Bremen foram embarcados outros 2,2% de passageiros imigrantes com destino ao Espírito Santo.

Vieram diretamente da Europa para Vitória 2.185 colonos. Passaram antes no porto do Rio de Janeiro 1.637 alemães. De 111 imigrantes não se tem referência do porto de origem.

 

Gráfico 8: Portos de origem dos imigrantes alemães antes da chegada no Espírito Santo.

Os navios que mais trouxeram imigrantes foram: Guttemberg, Adolph, Mucury, Doctor Barth, Anne Helene, Fluminense, Haynan, entre outras 37 embarcações. O Adolph, com 416 colonos, em 16/05/1873, procedente de Hamburgo, foi o que mais transportou passageiros em uma única viagem.

Os primeiros alemães que colonizaram o Espírito Santo, em 1847, chegaram em três datas distintas: em 21 de dezembro de 1846, a bordo do transporte Eolo, com 108 colonos; em 21 de fevereiro de 1847, no vapor de guerra Urânia, com 46 passageiros e em 13 de março com o Brigue Aurelie que trouxe 11 colonos. Desembarcaram primeiramente no porto do Rio de Janeiro do navio Philomena, que partiu de Antuérpia em 20/10/1846.

 


As embarcações, A. Borsig, que chegou em 10 de junho de 1859; o Virginie de 21 de agosto do mesmo ano e o Belgique de 10 de março de 1860, todos procedentes do porto de Antuérpia, foram os primeiros navios a fazer o percurso diretamente da Europa até o porto de Vitória, trazendo imigrantes alemães.

O navio Ceres, que transportava 69 alemães, a maioria da Renânia, foi o que mais tempo gastou até o Espírito Santo. Partindo de Hamburgo em 12 de abril de 1872, chegou em Vitória em 20 de julho, depois de 99 dias de viagem.


Espanhóis – dados de origem e de viagem

Os espanhóis formam o terceiro grupo em número de imigrantes que entraram no Espírito Santo no Século XIX. Dos 2.620 indivíduos indexados na base de dados se verifica informações sobre a região de origem de apenas 686, dentre os quais 627 são provenientes da Andaluzia, o que corresponde a 91,4% do total. As regiões de Valência, Murcia e Extramadura também contribuíram para o fornecimento de imigrantes.

Ainda no período colonial, em fins de 1813, um grupo de pelo menos 50 espanhóis, de um total de 222 imigrantes que seguiam para o Rio de Janeiro a bordo da embarcação Santo Agostinho Palafox, resolveram permanecer no Espírito Santo. O navio foi obrigado a baixar âncoras em Vitória, pois se encontrava avariado e faltava até mesmo água para os seus passageiros. Eram procedentes de Lançarote, uma das ilhas das Canárias. Ainda não foram localizadas listas dos nomes desses espanhóis. Cerca de uma dezena permaneceu nos arredores da capital. A maior parte foi destinada à povoação de Linhares, no Rio Doce, para trabalhar como agricultores na fazenda de João Fellipe du Pin Calmon.

No porto de Gibraltar embarcou a maioria dos passageiros espanhóis: 1.723, o que equivale a 80,7% do total. Outros embarcaram em Barcelona (5,5%), Málaga (4,6%), Alméria (4,5%). Em Gênova, na Itália, foram embarcados 4,4% do total de espanhóis para o Espírito Santo.

Ao todo foram 29 embarcações que transportaram imigrantes espanhóis, embarcados nos portos da Europa e no Rio de Janeiro. O Alacrità, que partiu do porto de Gibraltar em 16/07/1896 e chegou a Vitória no dia 9 de agosto, trazendo 640 colonos, foi o navio que mais imigrantes transportou em uma única viagem. O Rosário trouxe 439 em 05/07/1896 e o Las Palmas, 351 em 08/09/1896.

 

Portugueses – dados de origem e de viagem

Dentre os milhares de imigrantes que vieram para o Espírito Santo no Século XIX, encontram-se relacionados 1.748 portugueses.

São os açorianos que começam a chegar à então Capitania do Espírito Santo, em fins de 1812, os pioneiros na ocupação do primeiro empreendimento de colonização oficial do Brasil: a Colônia Agrícola de Santo Agostinho, no atual município de Viana.
O grupo era formado por 250 indivíduos que chegou em nove viagens entre os anos de 1812 até 1814.

As regiões de Beira Litoral, Douro Litoral, Beira Alta, Alto Douro e Trás os Montes também colaboram para o fornecimento de imigrantes.

Os navios Entre Rios, com 322 imigrantes, em 02/12/1894; o Paranaguá, com 255 passageiros, em 01/01/1894 e o Colômbia, com 142, de 01/02/1894, procedentes de Lisboa, foram as embarcações que trouxeram mais imigrantes portugueses.