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Relato do emissário da Confederação Helvética, Johann Jakob von Tschudi, que esteve visitando os colonos suíços no Espírito Santo em fins de 1860. Tschudi produziu um relatório de cunho oficial no mesmo ano, publicado em língua francesa; integra a primeira parte do livro. A segunda parte é a tradução do capítulo referente ao Espírito Santo, sobre a mesma viagem, porém, com olhos de uma viajante estrangeiro, publicado entre 1866/69 em língua alemã, dentro da vastíssima obra sobre suas viagens pela América do Sul , Reisen durch Südamerika. O livro também traz as primeiras fotografias do Espírito Santo que foram produzidas também no ano de 1860 pelo fotógrafo francês, Victor Frond, cuja identificação de autoria dos originais que se encontravam na Biblioteca Nacional só foi possível graças à informação contida na obra de Tschudi.
Carlo Nagar expõe em seu relatório a ferida da imigração: o drama de milhares de pessoas que, ludibriadas por propagandas enganosas, que anunciavam o paraíso, aportaram na Canaã espírito-santense, onde, ao desbravarem os sertões e as florestas, fundaram vilas e cidades, transformando completamente o perfil demográfico e sócio-cultural do povo capixaba. Exatamente um século após a sua publicação na Itália, esta edição realizada sob os auspícios do Arquivo Público Estadual e traduzida pela imigrante belunesa, Nerina Bortoluzzi Herzog, permite-nos, ao refletirmos sobre o passado dos nossos avós e bisavós imigrantes, indagarmos a respeito das contradições inerentes ao processo de imigração e o seu drama social.
Publicação realizada através da parceria Arquivo Público do Estado e Xerox. Edição fac-similar em comemoração ao 100º aniversário do "Projecto de um Novo Arrabalde" de Francisco Saturnino Rodrigues de Brito. No mês de maio 1896, o Dr. Moniz Freire, Presidente do Estado (assim se chamavam, na época, os governadores) recebeu das mãos do jovem engenheiro-sanitarista e urbanista, Saturnino de Brito, um extraordinário projeto de criação de uma área de expansão para Vitória, orientada para leste da cidade, onde se situavam as praias, até então desabitadas. O "Relatório" que acompanhou esse plano urbanístico é uma verdadeira preciosidade, da qual só alguns poucos exemplares restaram, como o que serviu para esta edição, do acervo do APEES. Nele Saturnino de Brito nos encanta com uma admirável descrição pormenorizada do projeto urbanístico que adotou e revela não apenas a sua competência como também a sua visão do futuro ao destacar a importância da expansão urbana da capital para preservar o sítio histórico que, infelizmente foi praticamente destruído pelos governos posteriores.
De incontestável valor histórico, a obra mereceu do historiador José Teixeira de Oliveira a afirmativa de que, além de ser "uma das mais raras memórias mais ou menos desenvolvidas existentes sobre os três primeiros séculos do Espírito Santo, o trabalho em questão tem mais o mérito de ter sido escrito por alguém que possuía dupla autoridade para fazê-lo: era um homem culto (bacharel pela Universidade de Coimbra) e era, na época, Presidente da Província (o primeiro com este título) disposto, portanto, de dados seguros para as suas afirmações".
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